Um imóvel não é só um espaço onde se vive ou se trabalha. É, para quem o possui, um ativo: representa uma parte relevante do património, tem custos e tem valor, e as decisões que se tomam sobre ele, construir, remodelar, comprar ou vender, influenciam-se umas às outras. Esta secção explica como pensamos o imóvel e como organizamos o nosso trabalho em torno disso, e indica onde encontrar a informação mais detalhada.
Porque tratamos o imóvel como ativo
Pensar no imóvel como ativo não é uma forma de falar de dinheiro em vez de pessoas. É uma forma de olhar para o ciclo completo: o que custa construir ou comprar, o que custa manter, o que se ganha ou se perde em cada intervenção, e como e quando se vende. Na prática, significa fazer perguntas que muitas vezes ficam por fazer:
- Qual é o custo total, e não só o preço da obra ou da compra?
- Que obras reduzem risco e que obras só mudam o gosto?
- Que documentos e que enquadramento legal vão importar quando o imóvel for vendido?
- Que despesas de manutenção virão depois?
- Como se articulam as decisões de hoje com as de daqui a alguns anos?
Estas perguntas não têm resposta única. Mas quem as faz decide melhor, e quem tem um interlocutor que acompanha as várias fases tem a informação à mão quando precisa dela.
Três serviços, um só objeto
A Alpha Real Assets reúne construção, remodelação e mediação imobiliária porque os três tratam do mesmo objeto, em momentos diferentes. A construção cria o imóvel, a remodelação e a reabilitação renovam-no e conservam o seu valor de uso, e a mediação acompanha a compra e a venda. Quem constrói pode querer vender; quem remodela pode querer preparar uma venda; quem compra pode querer remodelar.
Por isso, o fio condutor do nosso trabalho é um único interlocutor, do primeiro contacto à entrega ou à escritura. Em cada serviço, começamos por ouvir o que o cliente pretende e por perceber as condições de partida, apresentamos um orçamento detalhado, definimos as fases e as decisões a tomar, e acompanhamos a execução com informação regular. Não indicamos prazos nem preços em abstrato, porque dependem de cada caso.
Quatro momentos de decisão, e onde aprofundar
Reunimos no site os guias que consideramos úteis em cada momento. Todos indicam as fontes oficiais lidas e a data de revisão, e todos têm o aviso de que não dispensam aconselhamento jurídico ou técnico.
Quando vai construir. O guia sobre construir uma moradia, do terreno à autorização de utilização percorre as etapas. O de licenciamento de obras em Portugal explica os três caminhos da lei. O de como escolher um empreiteiro mostra como verificar o título e o contrato. A página de construção explica como trabalhamos.
Quando vai remodelar ou reabilitar. O guia sobre remodelar um apartamento em Lisboa cobre a lei, o condomínio e o ruído. O guia sobre o que determina o custo de uma remodelação explica os fatores, sem tabela de preços. O de reabilitação urbana e benefícios fiscais mostra o que existe hoje. A página de remodelação e reabilitação descreve o serviço.
Quando vai vender. O guia sobre vender casa em Portugal trata dos documentos e do processo. O de contrato de mediação imobiliária explica o que a lei exige. E o de remodelar antes de vender propõe um raciocínio para decidir sem promessas de valorização. A página de mediação imobiliária descreve o serviço.
Quando vai comprar. O guia sobre comprar casa, impostos e custos explica o IMT, o Imposto do Selo e o resto das despesas, com as tabelas oficiais.
Se algum termo lhe for estranho, o glossário tem definições curtas e rigorosas, com ligação à fonte.
Qualquer que seja o serviço, o trabalho segue uma sequência simples, pensada para que o cliente saiba sempre em que ponto está e o que falta decidir.
- Escutar. Percebemos o que pretende, o uso que dará ao imóvel, o calendário e as restrições que já conhece, como o orçamento disponível ou as condições do condomínio.
- Conhecer o imóvel. Visitamos o local, vemos a documentação existente e identificamos o que falta, por exemplo plantas, certificados ou licenças anteriores.
- Definir o âmbito. Ficam por escrito o que está incluído e o que não está, para que o orçamento seja comparável e não surjam surpresas a meio.
- Orçamentar e planear. O orçamento é detalhado por capítulos e o plano indica as fases e as decisões que dependem do cliente.
- Executar ou mediar. Acompanhamos a obra ou o processo de venda com informação regular, e registamos por escrito as alterações combinadas.
- Entregar e fechar. Na obra, a entrega inclui os documentos que o cliente deve guardar. Na venda, o acompanhamento vai até à escritura.
Esta sequência não promete prazos nem preços em abstrato. Promete método: cada passo tem um resultado claro, e o cliente pode parar, perguntar ou mudar de rumo antes de avançar para o seguinte.
O que não fazemos
Há coisas que preferimos dizer de forma clara. Não apresentamos preços ou prazos sem conhecer o imóvel. Não prometemos valorizações, rendimentos ou resultados de venda. Não fazemos a avaliação formal dos imóveis que mediamos, porque a lei não o permite. E não publicamos informação que não tenhamos conseguido confirmar numa fonte oficial. Quando um assunto é do domínio de outro profissional, como um arquiteto, um engenheiro, um advogado ou um solicitador, dizemo-lo e indicamos que o cliente o consulte.
Como lemos a lei
Os temas legais e fiscais mudam com frequência. O licenciamento de obras foi revisto duas vezes em pouco tempo, e os benefícios fiscais da reabilitação foram alterados e criados de novo. Por isso, escrevemos os guias a partir de fontes oficiais abertas e lidas, indicamos a data de revisão em cada um e preferimos dizer menos, e com certeza, do que dizer muito e com erro. Quando uma informação não foi possível confirmar, não a escrevemos.
Há assuntos em que as próprias fontes oficiais divergem, por exemplo sobre os documentos que o notário pede na escritura. Nesses casos, os guias dizem-no, e recomendam confirmar com a entidade competente à data do ato.
Transparência e identificação
A lei dá aos clientes formas simples de verificar com quem estão a contratar. As empresas de mediação imobiliária devem indicar o número da licença em todos os estabelecimentos, contratos, correspondência e publicidade [1], e as de construção, o número do alvará ou do certificado, em contratos e documentos e numa placa no acesso ao estaleiro [2]. A mediação imobiliária da Alpha Real Assets é exercida com a licença AMI n.º 27963, emitida pelo IMPIC. Os dados da sociedade, a licença e a informação sobre o Livro de Reclamações e a resolução de litígios estão no rodapé do site e na página de informação legal.
Verificar o título de quem contrata é um hábito que recomendamos em qualquer obra ou venda, independentemente da empresa. O que está em causa é a segurança de pessoas e de património, e a lei trata a atividade da construção nessa perspetiva [2].
O que pode esperar de uma conversa connosco
Uma primeira conversa serve para perceber o que pretende, não para o convencer de nada. Pode esperar perguntas sobre o imóvel, o âmbito e o calendário que tem em mente, e uma indicação clara dos passos seguintes. Pode também esperar que lhe peçamos informação: quanto mais definido estiver o que pretende, mais rigoroso é o orçamento.
Se quiser avançar, a página de contactos tem os telefones e a morada da sede, em Camarate, no concelho de Loures. E se prefere começar por perceber o enquadramento legal da sua obra, o ponto de partida mais útil é o guia sobre licenciamento de obras em Portugal [3].