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Construção de moradias e edifícios

Construção nova em Portugal continental, com um único interlocutor do primeiro contacto à entrega.

  • Moradias e edifícios novos
  • Visita ao terreno antes do orçamento
  • Coordenação da obra
  • Execução com acompanhamento

01

O que fazemos

Construção nova, planeada e acompanhada de ponta a ponta.

  • Moradias

    Construção de moradias novas, ajustadas ao terreno e ao que o cliente pretende.

  • Edifícios

    Construção de edifícios, com a coordenação da obra concentrada num só interlocutor.

  • Coordenação da obra

    Fases, materiais e decisões organizados desde o início, com informação regular sobre o ponto de situação.

02

Como trabalhamos

Cinco passos, com o mesmo interlocutor do início ao fim. Não indicamos prazos em abstrato: dependem de cada obra.

  1. Passo 1: Contacto e visita ao terreno

    Ouvimos o que pretende e visitamos o terreno para perceber as condições de partida.

  2. Passo 2: Estudo e orçamento detalhado

    Estudamos a solução construtiva e apresentamos um orçamento detalhado.

  3. Passo 3: Planeamento

    Definimos as fases da obra, os materiais e as decisões a tomar, e quando.

  4. Passo 4: Execução com acompanhamento

    A obra avança com acompanhamento regular e informação clara sobre o ponto de situação.

  5. Passo 5: Entrega

    Verificamos o resultado consigo e entregamos a construção.

03

O que influencia o custo

O custo de uma construção depende de vários fatores. Não indicamos valores sem conhecer o caso, mas estes são os principais.

  • Dimensão e tipologia

    A área construída e o tipo de edifício.

  • O terreno

    A localização, a configuração e as condições do terreno.

  • Soluções construtivas

    As soluções escolhidas para estrutura, envolvente e instalações.

  • Materiais e acabamentos

    O nível dos materiais e dos acabamentos pretendidos.

  • Complexidade do projeto

    A complexidade técnica e as exigências específicas do projeto.

  • Calendário

    O período em que se pretende concluir a obra.

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Que informação preparar

Para pedir um orçamento, ajuda ter estes elementos. Não precisa de ter tudo definido.

  • Localização e, se já existir, identificação do terreno.
  • Tipo de construção pretendida: moradia ou edifício.
  • Área aproximada e número de divisões.
  • Projeto ou plantas, se já existirem.
  • Nível de acabamentos pretendido.
  • Orçamento disponível, ainda que aproximado.
  • Calendário desejado, se existir.
  • Os seus contactos e a melhor forma de lhe responder.

05 Em detalhe

Construir de raiz: o percurso, as soluções construtivas e o contrato

Uma moradia ou um edifício novo parecem, vistos de fora, um único projeto. Por dentro, são dezenas de decisões e de trabalhos encadeados, cuja ordem não é arbitrária: o que se faz primeiro condiciona o que se pode fazer depois. Esta secção explica o percurso, descreve as soluções construtivas mais comuns em habitação e indica o que costuma pesar no contrato. Para o enquadramento legal, ligamos aos guias, que têm as fontes oficiais lidas e a data de revisão.

Do terreno à entrega: as grandes fases

O Guia Prático da Habitação, do IHRU, descreve a obra de habitação em dez etapas [1]. A tabela resume-as, com o que cada uma implica para quem encomenda a obra.

Fase O que acontece Para o dono da obra
Terraplenagens e fundações Movimentação de terras (escavações e aterros) e fundações, que transmitem ao terreno o peso do edifício [1] Estudo do terreno antes de fechar o projeto
Estrutura Pilares, vigas, lajes e escadas, normalmente em betão armado, moldados em cofragens [1] Decisões estruturais já tomadas; alterações tardias são caras
Alvenarias Paredes de tijolo, pedra ou blocos, assentes com argamassa [1] Definição das paredes exteriores e do isolamento
Cobertura Telhado ou terraço, com impermeabilização e isolamento [1] Escolha entre telha e terraço
Instalações Tubos de água, esgoto, eletricidade, telefones e gás, em roços abertos nas paredes [1] Pontos de água, tomadas e iluminação definidos antes de tapar
Revestimentos Tetos e paredes, começando em regra pelo exterior [1] Escolha de materiais e acabamentos
Caixilharia e carpintaria Janelas, portas, roupeiros e estores [1] Amostras e prazos de encomenda
Pavimentos e rodapés Acabamento final dos pavimentos [1] Escolha de pavimentos por divisão
Eletricidade e elevadores Enfiamentos elétricos e equipamento; nos edifícios, montagem de elevadores [1] Verificação de pontos e quadros
Pinturas Acabamento final de paredes, tetos e madeiras [1] Cores e acabamentos finais

Na prática, os prazos não são fixos nem aditivos: há trabalhos que decorrem em paralelo, como a cobertura e a abertura de roços [1], e outros que dependem de condições externas, como o tempo e a entrega de materiais. Por isso não indicamos prazos em abstrato.

As soluções construtivas mais comuns, e quando se usam

As soluções abaixo são as que o Guia Prático da Habitação descreve como tradicionais na habitação em Portugal [1]. É um guia de 2010: as soluções e as exigências regulamentares evoluem, e é ao projetista que cabe escolher, caso a caso.

  • Estrutura em betão armado. As estruturas resistentes dos edifícios de habitação em Portugal são, normalmente, em betão armado, uma mistura de cimento, areia e brita com varões de aço no interior [1].
  • Alvenarias de tijolo. O material mais utilizado nas paredes dos edifícios é o tijolo, em espessuras diferentes [1].
  • Paredes exteriores duplas. Para garantir isolamento térmico e acústico e proteção contra a humidade, as paredes exteriores são normalmente duplas, separadas por uma caixa-de-ar, com isolamento adequado entre elas [1]. A caixa-de-ar não deve ter contacto entre as duas paredes, porque isso pode permitir a passagem de humidade do exterior para o interior [1].
  • Coberturas em telhado ou em terraço. O telhado pode ser revestido a telha ou a chapas; o terraço tem uma laje praticamente plana que precisa de ser impermeabilizada, para evitar a penetração de água, e isolada, para dar mais conforto térmico e acústico [1].
  • Caixilharia em alumínio ou PVC. Os caixilhos devem ser estanques ao ar e à chuva e ter bom isolamento térmico e acústico; a estanquidade consegue-se principalmente com vedantes e o isolamento com vidros duplos separados por uma caixa-de-ar [1].
  • Revestimentos conforme a divisão. No interior, é habitual o estuque ou o reboco em salas e quartos e o azulejo, o mosaico ou a pedra natural em cozinhas e instalações sanitárias [1].

Estas descrições servem para perceber o que se discute numa reunião de projeto. Não substituem a avaliação de um técnico habilitado, nem o cumprimento da regulamentação em vigor.

Documentos, licenças e título do empreiteiro

Antes de abrir o primeiro cabouco, há um percurso legal. O pedido de informação prévia, a escolha entre licença e comunicação prévia, o título que autoriza a obra, a informação à câmara antes do início e a comunicação de utilização no fim são tratados, com as fontes, no guia sobre construir uma moradia, do terreno à autorização de utilização e no guia sobre licenciamento de obras em Portugal. Para o pormenor do que mudou na lei, veja ainda o guia de vender casa em Portugal, onde o título urbanístico reaparece na escritura.

Dois pontos merecem ser repetidos aqui. O primeiro: a lei do licenciamento foi alterada duas vezes em pouco tempo, e a versão aplicável depende da data em que o procedimento foi iniciado [2]. O segundo: a atividade da construção depende de alvará ou de registo, a classe do título limita o valor das obras que a empresa pode executar, e o título verifica-se no sítio do IMPIC [3].

O desempenho energético desde o projeto

O pré-certificado energético é emitido na fase de projeto e de licenciamento, e as alterações feitas durante a obra devem refletir-se no certificado energético emitido depois da conclusão; se a entidade licenciadora entender que as alterações são significativas, pode pedir um novo pré-certificado [5]. Na prática, isto significa que as decisões sobre envolvente, caixilharia, climatização e produção de água quente não devem ficar para o fim da obra.

O contrato e as suas modalidades

O Guia Prático da Habitação descreve quatro modalidades de contrato de empreitada [1]:

  • Preço global: o preço fixa-se previamente para o total do trabalho. Só se justifica quando não há dúvidas sobre a totalidade dos trabalhos. Dá previsibilidade, mas o empreiteiro pode cobrir o risco com um orçamento mais caro, e convém confirmar que considerou todos os trabalhos, para evitar trabalhos a mais [1].
  • Série de preços: o empreiteiro apresenta o preço por unidade de trabalho e o valor final depende das quantidades realmente executadas, que têm de ser medidas. Só se paga o trabalho executado, mas há incerteza inicial sobre o total [1].
  • Administração direta: o construtor apresenta os custos reais, acrescidos de uma percentagem para gestão e lucro. Paga-se o que realmente se gastou, mas é preciso controlar os custos e não se sabe o total no início [1].
  • Tarefa: contrata-se apenas a mão de obra, ficando os materiais por conta do dono da obra. Há controlo do custo dos materiais, mas só no final se sabe o que se gastou e exige experiência [1].

Para uma moradia com projeto completo, o preço global costuma ser o mais comparável entre propostas. Para trabalhos com muitas incógnitas, a série de preços reparte melhor o risco. A escolha deve ser consciente e ficar escrita, com a descrição da obra, o preço, o calendário, as regras para alterações e as condições de receção. O guia sobre como escolher um empreiteiro detalha o que verificar.

Alterações durante a obra

As alterações são normais, mas têm custo, prazo e, por vezes, consequências no procedimento junto da câmara. Combine desde o início como se pedem, descrevem e aprovam: quem propõe, que impacto têm e quem as autoriza. A lei do Código Civil regula as alterações ao plano da obra consoante sejam da iniciativa do empreiteiro, necessárias ou exigidas pelo dono da obra [4].

A receção da obra e as garantias

Quando a obra termina, o dono da obra deve proceder à receção, verificando se os trabalhos estão bem executados; se encontrar patologias ou não conformidades, deve comunicá-las por escrito, indicando o prazo para a correção [1]. A partir da aceitação, começa a contar a garantia, e a retenção de parte do valor ou uma garantia bancária protegem o cumprimento [1].

A lei fixa prazos que o dono da obra deve conhecer. Os defeitos devem ser denunciados dentro dos trinta dias seguintes ao seu descobrimento; nos edifícios, o empreiteiro responde por ruína ou defeitos durante cinco anos a contar da entrega, com denúncia no prazo de um ano e pedido de indemnização no ano seguinte à denúncia [4]. Por isso, guarde o processo completo da obra.

O que influencia o custo e o prazo

O custo e o prazo de uma construção dependem da dimensão e da complexidade, do terreno, das soluções construtivas, dos materiais e acabamentos e do procedimento junto da câmara. Os princípios do guia sobre o que determina o custo de uma remodelação aplicam-se, com as devidas adaptações, à construção nova. Não indicamos valores sem conhecer o caso.

O IVA numa construção nova

Desde 2026, o Decreto-Lei n.º 97/2026 prevê dois regimes que interessam a quem constrói. Quem constrói para vender ou arrendar tem a verba 2.42.1 da Lista I do Código do IVA, que aplica a taxa reduzida às empreitadas de construção ou reabilitação de imóveis destinados à venda para habitação própria e permanente, ou exclusivamente ao arrendamento habitacional, abaixo de limites de preço e de renda, e a operações cuja iniciativa procedimental ocorra entre 25 de setembro de 2025 e 31 de dezembro de 2029 [6] [7]. Quem contrata uma empreitada para a sua própria casa, fora de uma atividade empresarial ou profissional, pode pedir à Autoridade Tributária a restituição parcial do IVA suportado, no prazo de 12 meses após a emissão da documentação relativa ao início de utilização, com afetação do imóvel a habitação própria e permanente [6]. Cada regime tem limites e condições próprias, por isso o orçamento deve indicar o enquadramento do IVA e convém confirmá-lo com um contabilista. O guia sobre reabilitação urbana e benefícios fiscais detalha-os.

Erros que vale a pena evitar

  • Encomendar o projeto sem conhecer o terreno e o plano. Antes disso, pergunte à câmara o que é possível.
  • Escolher o empreiteiro só pelo preço. O título, a classe e o contrato contam.
  • Fechar decisões tarde. Instalações, tomadas, pavimentos e caixilharia devem ficar definidos antes de tapar paredes.
  • Não acompanhar a obra. Visitas regulares e registos evitam surpresas.
  • Esquecer a utilização e o certificado energético. Preparam-se durante a obra, não no fim.

Se quer perceber como encaixa o seu projeto, veja as páginas de remodelação e reabilitação e de mediação imobiliária, caso pense vender no futuro.

Fontes

  1. 1

    IHRU, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (Portal da Habitação). Guia Prático da Habitação (edição revista e aumentada, 2010).
    https://www.portaldahabitacao.pt/documents/20126/58203/GuiaHabitacao_versao-final.pdf/d4ba1b6a-d466-8758-d232-85460b8f14d6?t=1549929831680 (abre num novo separador)
    Consultado em .

  2. 2

    Diário da República (INCM). Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro (Regime Jurídico da Urbanização e Edificação), versão consolidada, com as alterações do Decreto-Lei n.º 108/2026.
    https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/1999-34567875 (abre num novo separador)
    Consultado em .

  3. 3

    Diário da República (INCM). Lei n.º 41/2015, de 3 de junho (regime de acesso e permanência na atividade da construção), versão consolidada.
    https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2015-105270390 (abre num novo separador)
    Consultado em .

  4. 4

    Diário da República (INCM). Código Civil (Decreto-Lei n.º 47344), versão consolidada, artigos 1220.º a 1226.º (empreitada).
    https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/1966-34509075 (abre num novo separador)
    Consultado em .

  5. 5

    Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), ADENE. Perguntas e Respostas sobre o Decreto-Lei n.º 101-D/2020 (desempenho energético dos edifícios), versão de setembro de 2024.
    https://www.sce.pt/wp-content/uploads/2024/09/PeR_DL101D2020_2024_2024_SET_V4.pdf (abre num novo separador)
    Consultado em .

  6. 6

    Diário da República (INCM). Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio (medidas de incentivo à habitação), texto publicado, incluindo o anexo II.
    https://files.diariodarepublica.pt/1s/2026/05/09700/0001400040.pdf (abre num novo separador)
    Consultado em .

  7. 7

    Autoridade Tributária e Aduaneira (Portal das Finanças). Ofício Circulado n.º 25116/2026, de 23 de junho (IVA, verba 2.42.1 da Lista I: taxa reduzida na construção e reabilitação de imóveis para habitação).
    https://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/informacao_fiscal/legislacao/instrucoes_administrativas/Documents/Oficio-Circulado-25116-2026.pdf (abre num novo separador)
    Consultado em .

Este texto tem caráter informativo e não dispensa aconselhamento jurídico ou técnico para o seu caso concreto. Revisto em .

06

Perguntas frequentes

Respostas gerais às dúvidas mais comuns sobre este serviço.

Posso pedir orçamento sem ter projeto?

Pode contactar-nos com a ideia e a localização. Avaliamos o ponto em que está e indicamos os passos seguintes.

O que influencia a duração de uma obra de construção?

A dimensão e a complexidade da construção, as decisões do cliente ao longo da obra e as condições do terreno. Por isso não indicamos prazos sem conhecer o caso.

Quem acompanha a obra do meu lado?

Tem um interlocutor único, que o mantém informado sobre o ponto de situação e sobre as decisões que dependem de si.

Se quiser vender o imóvel depois de construído, podem ajudar?

Sim. A mediação imobiliária (licença AMI n.º 27963) faz parte dos nossos serviços, com o mesmo interlocutor.

Quais são as grandes fases de uma obra de construção nova?

Do projeto aprovado à entrega, passam por terraplenagens e fundações, estrutura, alvenarias, cobertura, instalações, revestimentos, caixilharia e carpintaria, pavimentos, instalações elétricas e pinturas, e termina com a receção e a utilização.

Que tipo de contrato devo escolher para a obra?

Depende de quão definidos estão os trabalhos. Com um projeto completo, o preço global dá previsibilidade; quando as quantidades são incertas, o preço por medição é mais flexível. Qualquer que seja o modelo, deve ficar por escrito.

O que é o pré-certificado energético?

É o documento energético emitido na fase de projeto e de licenciamento, antes do certificado energético da obra concluída. As alterações feitas durante a obra devem refletir-se no certificado final.

Quem responde pelos defeitos depois da entrega?

O empreiteiro responde nos termos da lei e do contrato. Nos edifícios, a lei prevê responsabilidade por ruína ou defeitos durante um período longo a contar da entrega, com prazos curtos para denunciar o defeito, por isso convém guardar o processo da obra.

Posso acompanhar a obra se não percebo de construção?

Pode e deve. Visitas regulares, fotografias e registos escritos das decisões bastam para a maior parte das situações, e um técnico independente pode fazer a fiscalização das fases mais críticas.

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